sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Naninha na PUC

Que bonito, que beleza, que festival de democracia a Assembléia dos estudantes da Pontifícia! Um Maracanã lotado de representatividade estudantil! Opucação esteve lá e gritou, apoiou, levantou a mão pra falar mal do Bradesco. Infelizmente tínhamos que trabalhar pela manhã, e como esquecemos de levar sacos de dormir, não pudemos fazer naninha na PUC.

Um absurdo uma universidade como a PUC Manaus, tão ativa na luta contra a ditadura militar, virar hoje um negócio. O compromisso da universidade foi sempre para com o aluno carente, o aluno da periferia, o professor politicamente ativo. Construiu-se até um prédio novo para abrigar os estudantes bobões que pagam mensalidade só para poder-se manter o aluno e o professor carentes fazendo o que fazem de melhor: bom, não sabemos o que eles fazem, mas temos certeza de que é algo muito bom e positivo pra comunidade.

Só lamentamos a ditadura do laquê e dos caixas eletrônicos, que sob o falso pretexto de reformar a universidade, tornando-a mais eficiente, enxugando os gastos para um dia poder dar uma demão de tinta nova nas paredes pixadas daquele que é o prédio mais revolucionário da Zona Oeste da capital amazonense, pretende na verdade escravizar as mentes de seus estudantes ao mercado, ao progresso fascista do mercado de trabalho e suas coleiras da nova escravidão: as gravatas.

O Opucação manifesta aqui seu apoio à assembléia ultra-representativa dos estudantes da PUC, e torce sinceramente para que algum dia eles consigam decidir o que querem e saber o que estão fazendo. Esperamos também poder algum dia participar do Naninha na PUC, que, assim como os jogos universitários e a mobilização política, é uma das coisas mais legais da vida universitária.

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